terça-feira, 6 de setembro de 2011

Os zumbis agora são populares...



Foi-se o tempo em que zumbis eram os coadjuvantes máximos das histórias de terror, meros seres burros que só serviam pra comer miolos e serem escravos de um monstro mais poderoso que era o “chefão final”.

Agora, o termo zumbi virou sinônimo de “infecção”, e até mesmo de “apocalipse”. E tem gente que realmente acredita que um apocalipse zumbi está por vir (cara se tem gente que fala klingon, tudo é possível).

Não, eu não estou criticando essa nova fase “hypada” dos zumbis. Eu gosto muito dela, como qualquer nerd que se prese, e esse texto é só pra fazer uma reflexão sobre o assunto.

Acredito que os zumbis deixaram de ser monstros coadjuvantes como mencionei acima, quando a indústria percebeu que já tinha usado os vampiros e lobisomens ao extremo, usado mais um pouco, e explorado das mais diversas formas, umas geniais e outras péssimas (sim, falo daquela história dos vampiros que brilham no sol).

Depois que perceberam que zumbis podiam deixar de serem mortos-vivos burros que “só“ matavam, porque não criar um jeito de fazê-los serem transmissores de um vírus que contaminasse as pessoas (se tornar um deles é muito pior do que morrer)?

Não sei se foi Resident Evil que começou isso, mas que é referência no assunto, é. E depois da saga da Capcom, temos agora muito mais games, HQs, mangás, livros, séries, filmes, animes e até mesmo músicas que contam com a presença dos nossos amigos sem cérebro.

E esses novos zumbis caíram no gosto popular. E eu acho que sei o porquê: seres que andam em grupo, que praticamente não podem ser mortos, e que transformam as pessoas por aí em mais deles, e ainda por cima são monstros relativamente “novos”, são muito mais assustadores que morcegos e pequenos lobos que, de tanto serem utilizados, já não representam ameaça pra nós, e até são o sonho de várias adolescentezinhas ao redor do mundo (é, tô criticando de novo...).
Então os zumbis agora são populares. E espero que a mídia não os utilize da forma como utilizou várias outras criaturas do nosso imaginário, e acabe os transformando em “ícones sexuais” (vocês não sabem como me dói escrever isso).

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